A prática em sala de aula e o questionamento de para que serve estudar não vem apenas dos alunos, mas também dos professores que olham para os textos pedagógicos. O pedagogo e o pensamento pedagógico nasceram de uma preocupação concreta de pensar e agir em torno do ensino. Na aprendizagem, o professor tem que ser crítico e saber ensinar de acordo com as condições da realidade social do aluno, porém ocorre sempre na sala de aula um choque entre princípio e prática. A criatividade na hora de pensar uma dinâmica está ligada com o conhecimento da turma em que vai se aplicá-la porque ao contrário não dá certo. O bom professor é aquele que possibilita a criatividade para deixar as aulas mais interessantes,  instigando a estudar, para  isso a  interdisciplinaridade é essencial, porque  faz o aluno ampliar os horizontes mostrando-lhes como o conhecimento está  interligado.

Estudar é criar conhecimento e uma construção de alicerces para o futuro profissional. Portanto, os temas transversais não devem ser vistos como opositores dos conteúdos, mas necessidades e questões do presente, de grande  importância, que não podem ser ignorados pelos educadores. Devem-se  também, considerar as questões  trazidas pelas crianças, suas preocupações no ensino. Os temas transversais devem ser incluídos no conteúdo, e não soltos, o conteúdo ocupa um papel muito importante na aprendizagem e a diversidade na apresentação dos conteúdos encontra uma  tentativa de  superação à  sequencialidade e linearidade em obras que  tomam com  fio condutor da exposição à chamada aula  integrada, em que Inglês e Português figuram juntamente na construção da aprendizagem escolar, assim  como  a presença das outras disciplinas para o desenrolar do  saber. Contudo, é imprescindível que seja incentivada a prática interdisciplinar, pois os alunos vêm para a sala de aula não só com dificuldade no conteúdo de História, por exemplo, mas sim, com problemas em outras disciplinas, porque um aluno que não sabe interpretar um texto ou escrever corretamente, ou mesmo montar uma dissertação não sabe estudar, nem irá bem nas  tarefas  realizadas nas outras disciplinas.

No processo de aprendizagem o passado humano não é uma agregação de ações separadas, mas um conjunto de comportamento intimamente interligado e assim pode-se dizer que o conteúdo  trabalhado com o aluno está  interligado com outras disciplinas, pois, os alunos utilizam-se de outros conhecimentos. O processo de aprendizagem constitui-se dessas  práticas,  ordenadas  e  estruturadas  de maneiras  racionais. Assim,  o  estudar  e aprender concebido como processo, busca aprimorar o exercício da absorção do conteúdo. Ensinar é orientar o aluno a observar a organização do trabalho. Assim, ter o educando como sujeito de sua própria aprendizagem, modifica o papel do professor, que passa de transmissor  do  saber  a  mediador  no  processo  de  ensino/aprendizagem  oferecendo atividades produtivas e desafiadoras sendo que a avaliação não se concentre nos produtos, mas sim no processo, em primeiro plano, sem comparações com padrões externos. Então, passando de objeto a sujeito da avaliação, o aluno terá condições de tomar consciência de sua própria aprendizagem. A avaliação deve  ser  feita de  forma democrática e participativa, preocupada com  todos os sujeitos envolvidos no processo educativo. Para  trabalhar a transversalidade o  trabalho  interdisciplinar é muito  importante, nesse caso, opta-se por um tema e todos os professores  apresentam  elementos  para  compreendê-los  a  partir da perspectiva  de  sua  disciplina. No  caso  da  educação  na  grade  curricular  e  no  horário semanal dos alunos, cria-se um espaço para discutir os temas transversais. Entender que a disciplina não é um fim em si mesma, mas um meio para chegar a outros objetivos, é refletir  e  atuar na  educação de valores e atitudes  como  condição fundamental para o ensino.

Professora Andréia Ardenghy C. Weber